A história do ECOFLEX

Em 2011, a história da GRECA Asfaltos ganha mais um marco. O ECOFLEX, um de nossos principais produtos, o que mais representa o perfil inovador do Grupo, completa 10 anos desde suas primeiras aplicações.
No Brasil, os primeiros passos para a utilização do Asfalto Modificado por Borracha, ou AMB, se fundem com a criação do artigo nº 2 da resolução 258/99 do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente. O artigo proíbe o descarte de pneu no meio ambiente, inclusive a queima em céu aberto. Com isto, surge a necessidade de se redirecionar a destinação de pneus inservíveis.
Mundialmente, a história do AMB tem na década de 60, quando Charles H. Macdonald desenvolve uma solução para reparar as ruas de Phoenix, cidade do estado norte-americano do Arizona. O método recebe o apelido de “band-aid”. Desde então, bem sucedidas aplicações foram realizados nos Estados Unidos, África do Sul, China, Portugal e Austrália.
Em sua síntese, o ECOFLEX, como é conhecido o Asfalto-Borracha produzido pela GRECA, é um ligante asfáltico que agrega inovação, economia e sustentabilidade ao pavimento, concebido por meio de um grande investimento em pesquisas por um produto de alta durabilidade e segurança. O ECOFLEX traz consigo o respeito pelo meio ambiente e futuras gerações. Os estudos pioneiros no Brasil iniciaram em 1999, e contam com a participação da GRECA no desenvolvimento da pesquisa. Em agosto de 2001 ocorre a primeira aplicação teste no Rio Grande do Sul.
A GRECA se orgulha tanto do pioneirismo como da própria evolução pela qual o ECOFLEX passou nestes 10 anos. Hoje a tecnologia do produto está em sua 3ª geração, diferencial que enfatiza a diminuição de emissões de CO2 e NO2 proveniente do consumo de combustíveis durante a operação de usinagem a quente das massas asfálticas.
O método que envolve a produção do ECOFLEX é conhecido com Terminal Blend. Este processo permite a estocagem do produto e garante um maior controle de qualidade.
O sucesso do ECOFLEX se deve essencialmente à parcerias com Concessionárias Rodoviárias e Órgãos Governamentais. Destacam-se obras junto ao DNIT e DER de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Prefeituras de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Florianópolis e Belo Horizonte.
1999 – O ano marca o início das primeiras pesquisas pelo AMB no Brasil. Uma parceria entre a GRECA e o LAPAV – Laboratório de Pavimentação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul garante o avanço nos resultados. Os estudos focam em uma tecnologia que utilize borracha a fim de melhorar as propriedades do asfalto comum.


2001 – Após intensas pesquisas por uma tecnologia ímpar, o ano de 2001 marca o pioneirismo na utilização do AMB. A primeira aplicação ocorre em 17 de agosto, no quilômetro 319 da BR116, rodovia sob concessão da Univias. O trecho escolhido fica entre Guaíba e Camaquã, no Rio Grande do Sul. O acompanhamento da camada de aproximadamente 3 centímetros de mistura asfáltica aplicada no local demonstra a superior durabilidade do produto. Ainda em 2001, a concessionária Rodonorte, um dos principais consumidores de ECOFLEX nos anos seguintes, realiza obras em um trecho experimental de 3,6 quilômetros no estado do Paraná.


2002 – Mais testes-piloto são realizados no ano seguinte à estreia do ECOFLEX. O desempenho positivo resulta em parcerias com concessionárias como o Grupo Ecovia, através de obras na Ecovia dos Imigrantes em São Paulo e Ecovia no Paraná, que também destaca a Econorte no mesmo estado. No Rio Grande do Sul, a Univias amplia obras com a recente tecnologia. Ao todo, são mais de 17 quilômetros com o Asfalto-Borracha.


2003 – O ano marca o início da comercialização do ECOFLEX em obras de maior porte. O crescimento é fruto de consecutivos
resultados positivos nas aplicações realizadas em anos anteriores. O momento é impulsionado pelo sucesso brasileiro no evento Asphalt Rubber 2003, congresso internacional com foco no Asfalto-Borracha, neste ano realizado em Brasília.


2004 – Neste ano, a indústria nacional de asfalto sente uma redução na busca pelo produto como um todo. Entretanto, em 2004, percebe-se um crescimento no interesse pelo ECOFLEX em concessionárias rodoviárias como CCR Nova Dutra, Caminhos do Paraná e Viapar. A Prefeitura de São Paulo e o DER/PR também consideram a utilização do AMB em suas obras.


2005 – Diferente de 2004, o ano começa com um mercado aquecido, principalmente na busca por produtos especiais. Ao todo, foram mais de 400 km de rodovias pavimentadas com o ECOFLEX durante o ano. As regiões Sul e Sudeste se destacam na demanda pelo produto. A preferência pelo Asfalto-Borracha ganha espaço após a normatização do produto por órgãos como o DER/PR e DEINFRA/SC.
2006 – Surge a 2ª geração do ECOFLEX, representada por um asfalto com uma faixa mais restrita de viscosidade. Durante o ano, destacam-se obras da Concessionária Ecovias dos Imigrantes, nas rodovias Anchieta e Imigrantes, rodovias que ligam a cidade de São Paulo ao litoral paulista e Porto de Santos. Destaque também para obras na SP-300 através do DER/SP. Em 2006, o LAPAV – Laboratório de Pavimentação da Escola de Engenharia da UFRGS – finaliza a pesquisa intitulada “Estudo comparativo do Desempenho de um Recapeamento Utilizando Asfalto- Borracha em Pavimento Flexível”. O estudo se destaca como um dos mais importantes sobre o Asfalto-Borracha. Em dezembro de 2006, em Palm Springs, nos EUA, acontece o Asphalt Rubber 2006 – The road to success. O evento, de importância internacional, conta com nove trabalhos técnicos brasileiros.
2007 – Em fevereiro de 2007, o DER/SP apresenta norma técnica para execução de obras com o Asfalto-Borracha. Com isso, aplicações no estado de São Paulo aumentam significativamente. Ao mesmo tempo, uma parceria técnica com engenheiros sul-africanos resulta na primeira obra de Tratamento Superficial utilizando equipamentos de tecnologia brasileira. A aplicação acontece no trecho entre Ventania e Ibaiti, no Paraná. A representatividade ecológica e o sucesso comercial fazem com que o ECOFLEX tenha destaque nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. O evento trouxe obras com a utilização de Asfalto-Borracha na Av. Atlântica em Copacabana. Em Belo Horizonte, são realizadas obras na
Boulevard Arrudas. Em São Paulo, entre as rodovias Imigrantes e Anchieta na Ecovias recebe aplicação de ECOFLEX sobre placas de concreto e, no Mato Grosso do Sul, a primeira obra com AMB no Centro-Oeste do país através do SINFRA.
2008 – Neste ano, a EcoCataratas – do Grupo EcoRodovias – utiliza no Paraná o Gap Graded com Asfalto-Borracha. A parceria
dá sequência às obras realizadas na Ecovias dos Imigrantes. No Pará, surge a primeira obra com ECOFLEX no norte do país. Trata-se do acesso ao município de Magalhães Barata, na PA-395. Ao todo, foram 39km asfaltados. Somente neste trecho, foram consumidos cerca de 40.000 pneus inservíveis. Em Florianópilis, a subida da Lagoa da Conceição recebe aplicação do AMB. Outro destaque é o trecho em Timbó Grande/SC. Mais de 41km receberam aplicação de Asfalto Borracha. A GRECA avança territórios e realiza uma visita com seus clientes a obras nos Estados Unidos. Também em 2008, o avanço tecnológico do ECOFLEX ganha peso com a publicação da especificação do Asfalto Borracha pela ANP – Agência Nacional do Petróleo.
2009 – Em 2009, a GRECA completa 50 anos de existência. Produtos como o ECOFLEX reforçam o pioneirismo e compromisso
com a qualidade. Em setembro, o DNIT publica as especificações de material e de serviço do AMB. Em novembro, acontece na China a Asphalt Rubber, um encontro mundial de especialistas em asfalto. O Brasil destaca-se pela inúmeras aplicações bem sucedidas. Em Santa Catarina, temos a construção do 1º Kartódromo com ECOFLEX, seguindo os rígidos padrões da FIA. A pista tem como primeira corrida o Desafio Internacional das Estrelas que teve a participação de Felipe Massa, Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Jeff Gordon dentre outros. No campo rodoviário, destacam-se as concessionárias OHL em obras de restauração nas rodovias BR-116 e BR-101 e o Grupo CCR Nova Dutra, na utilização de pavimentação asfáltica sobre placas de concreto no Rodoanel em São Paulo. Os testes apresentam significativa redução de ruído de até 10 dB.
2010 – O ano traz o lançamento da 3ª geração do ECOFLEX. São avanços tecnológicos no produto que refletem em fatores econômicos como ecológicos. Tais melhorias reduzem o consumo de combustíveis utilizados para usinagem do produto. Ao mesmo tempo, diminui-se o impacto ambiental pela menor emissão de gases tóxicos. Ainda em 2010, a cidade de Ribeirão Preto recebe a quinta etapa da Stock Car, num circuito de rua coberto por uma camada de rolamento composta por Asfalto-Borracha. No ano, destacam-se obras em larga escala por todo o Brasil, conduzidas
por órgãos como DNIT, DER do PR e SP, DEINFRA de Santa Catarina e diversas concessionárias como SPVIAS, Grupo EcoRodovias e AUTOBAN. A GRECA
encerra o ano contribuindo com mais de 650 quilômetros de vias pavimentadas com o ECOFLEX.
2011 – Nestes dez anos passados desde a primeira aplicação, o ECOFLEX representa a consolidação de uma tecnologia amplamente aceita pelo mercado do setor rodoviário. Em 2011, destacam-se obras como o alargamento da Rodovia Presidente Dutra e a aplicação AMB na Usina de Itaipu e, em paralelo, obras na região Sul, Sudeste e Norte do país. Em uma década de existência, o ECOFLEX está presente em obras por quase todo
o território nacional. Os estados que se destacam no uso da tecnologia são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº24

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