GRECA ASFALTOS: uma história de oportunidades

Distribuição de asfalto: muito além do serviço, a busca de soluções (Anos 90)

Os anos 90 começaram com novas expectativas para os brasileiros, mesmo que tímidas. Afinal, na década anterior, o país amargou a desaceleração da sua
produção industrial e crescimento e viveu sob um regime inflacionário sem igual em sua história. Com o primeiro presidente eleito por voto direto após o Regime Militar, em 1989, veio o Plano Collor, a abertura do mercado e o início das desestatizações.
A B. Greca, há alguns anos instalada em Araucária, aumentava ano a ano sua frota de caminhões, com sua política de renovação constante e trabalhava para fidelizar seus clientes. Diante do país em movimento e importantes transformações, era chegada a hora de aumentar a área de atuação. Foi com essa
proposta que Clóvis Fernando Greca, filho de Amadeu, assumiu em 1990 a primeira filial da B. Greca, em Paulínia, no estado de São Paulo. Era a primeira das demais que logo foram criadas, como aconteceu três anos depois, com as unidades em São José dos Campos, em São Paulo, e na cidade de Serra, no Espírito Santo.
Com a marca Greca ganhando cada vez mais espaço no país, já consolidada como a transportadora de asfalto e com uma estrutura cada vez mais sólida, crescente em número de colaboradores, caminhões e carretas, que a B. Greca daria um dos mais importantes saltos de sua trajetória: conquistar a concessão para distribuir asfalto. “Sem menor medo de errar, foi essa a grande jogada: optar pela distribuição do asfalto. Foi uma decisão corajosa porque implicava num compromisso muito grande, principalmente financeiro. Foi uma jogada arriscadíssima porque a Greca ia pegar pela frente concorrentes fortes, mas o Amadeu não se intimidou. É claro que ele deve ter ponderado, pois era uma decisão difícil, mas o que ele fez: reuniu se com os filhos, conclamou-os a lutar com ele e os filhos toparam: – Vamos lá! Se depender da nossa ajuda, nós vamos nos ombrear, brigar lado a lado e vamos encarar”, afirma o Assessor da Presidência, Percy Rigotto, que ingressou na equipe justamente nessa época.
A participação dos filhos de Amadeu, Josiane Greca Schmuck, Marcos Rogério Greca e, um pouco depois, Juliane Greca, foi decisiva na nova fase que a empresa iniciava. Cada um assumiu uma área, financeira, operacional e comercial respectivamente e, com a distribuição de asfalto, que já estava inscrita no objeto social da B. Greca desde 1992, puderam viabilizar o momento de maior expansão comercial e estrutural da empresa.
Nasce o Grupo GRECA
O desafio de ser distribuidora, “atividade considerada de utilidade pública, que compreende a aquisição, armazenamento, transporte, aditivação, industrialização, misturas, comercialização, controle de qualidade e assistência técnica ao consumidor” conforme a ANP – Agência Nacional de Petróleo, foi assumido por inteiro pela B. Greca. A política de qualidade, agilidade e fidelização da transportadora, nacionalmente reconhecida, foi decisiva no momento em que a parceira Chevron do Brasil saiu do mercado, pois os clientes da empresa americana, que já conheciam o atendimento da Greca pelo transporte, passaram a contratar a Greca Distribuidora.
A ampliação da empresa estava inerente ao novo volume de negócios, tanto que, em 1994, Amadeu e seus filhos montaram mais uma empresa, a GRECA Transportes de Cargas Ltda.. A partir desse momento a B. Greca deixou de ser uma empresa e passou a ser um grupo, o Grupo GRECA, denominado para o mercado como GRECA.
Ainda nesse processo de ampliação, em 1995, foi ampliada a sede em Araucária, conforme o relato de Marcos Greca, que acompanhou toda a construção: “Fizemos a primeira fábrica de emulsão, em 1995, aqui em Araucária. Foi na primeira fase da emulsão. Contratamos um engenheiro já formado nessa área, que começou a fazer outros produtos também. Passamos não só vender o asfalto, mas a ter o asfalto e também um subproduto. Então, fizemos fez a fábrica, toda uma estrutura física, bem legal, montada, para poder oferecer esse serviço”. Dois anos mais tarde, outra fábrica foi construída, desta vez em Guarulhos, na grande São Paulo, e mais duas filias são abertas: uma em Canoas, no Rio Grande do Sul e outra em Contagem, Minas Gerais.


Com essa experiência positiva como distribuidora nos primeiros anos, Amadeu e seus filhos criaram, no início de 1998, a GRECA Distribuidora de Asfaltos Ltda., com o seguinte objeto social: indústria e comércio de produtos derivados de petróleo (asfaltos, asfalto oxidado e modificado, asfalto diluído, emulsões asfálticas com polímero e emulsões asfálticas catiônicas e aniônicas); a distribuição, importação e exportação de asfalto e seus derivados; e a prestação de serviços: de transportes rodoviários de cargas em geral, de derivados de petróleo a granel, de asfalto e seus derivados, utilizando-se veículos próprios ou de terceiros, em rodovias nacionais e internacionais. A filial de São José dos Campos passou a desempenhar a atividade de escritório de administração da sociedade e as filiais de Guarulhos/SP; São José dos Campos/SP; Paulínia/SP; Contagem/ MG e Canoas/RS também passaram a ser filiais da GRECA Distribuidora de Asfaltos Ltda.
O Grupo GRECA Asfaltos não parava de crescer e de ampliar suas atividades. A partir da construção das fábricas também era preciso pesquisar novas soluções em asfalto, inovar. E foi com esse foco que foi criado o Centro de Pesquisas, outra importante iniciativa na história da Greca, pois ali novas soluções e produtos foram criados e mudaram a maneira de pensar o asfalto no Brasil, como veremos no próximo e último capítulo do cinquentenário.

 

Amadeu Greca, Presidente GRECA Distribuidora de Asfaltos
Amadeu Greca, Presidente do Grupo GRECA Asfaltos

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