GRECA ASFALTOS: uma história de oportunidades

Transporte de asfalto: a consolidação da marca Greca (Anos 70/80)
No início dos anos 70 o Brasil viveu mais um forte momento de crescimento com incentivos como o aumento do crédito ao consumidor, a ampliação da infraestrutura, a entrada de multinacionais, o estímulo à produção de bens duráveis, principalmente do setor automobilístico, entre outros. O empenho do governo militar em tornar o país uma nova potência fez com que a economia, no início dessa década, apresentasse resultados únicos, com o PIB crescendo a 12% e o setor industrial a 18% ao ano.
No Paraná as iniciativas do governo federal favoreceram também os agronegócios, destaque para o plantio de soja, já que o Estado chegou a produzir 40% do volume nacional. Essa cultura agrícola teve efeito direto e decisivo na urbanização e industrialização do Estado. A exemplo, o mapa rodoviário paranaense, que foi ampliado para escoar a produção. Na segunda metade da década de 70, segundo o DER-PR, foram construídas e conservadas mais de quatro mil quilômetros de rodovias.
Foi nesse período de “milagre econômico” que a B. Greca & Cia Ltda. ampliou seus serviços e passou também a transportar asfalto para atender seus clientes e parceiros que, já satisfeitos com o atendimento da B. Greca , demandavam mais essa atividade. Aos poucos a empresa foi aperfeiçoando-se nesse tipo de transporte que “era mais especializado e naquele momento não tinha nenhuma empresa atuando. As empreiteiras precisavam de um serviço especial, um tipo de transporte diferente dos demais, e nós encaramos”, afirma Amadeu ao falar sobre porque a B. Greca , naquela época, escolheu dedicar-se ao transporte de asfaltos.
Não demorou muito e a empresa, em fase de expansão, mudou de endereço para um espaço mais amplo que comportasse o número maior de caminhões, que já chegava a dez na frota, e que ficasse numa localização mais estratégica. Assim, em setembro de 1974 a sede da firma passou para a Rua Anita Ribas, 300, na Vila Higienópolis, em Curitiba.
A partir da mudança, “Seu Belmiro” afastou-se das atividades da B. Greca e Amadeu passou a administrar, sozinho, a empresa, contando com alguns colaboradores, entre eles os motoristas, a secretária e um funcionário na logística – uma pessoa que, juntamente com alguns motoristas, acompanhou a história da Greca até os dias de hoje: Antonio Perussulo.
Com uma tarefa bem certa, Perussulo entrou na empresa em 1972 para cuidar do transporte de calcário para a produção da Cimento Itaú Paraná S/A, em Itaperuçu/PR. O contrato durou pouco mais que um ano e Perussulo deixou de pegar o trem diariamente à Itaperuçu e juntou-se à equipe em Curitiba.
Após essa e outras experiências de transporte de diferentes materiais, a B. Greca dedicou-se quase que exclusivamente ao transporte de asfalto, oferecendo sempre a qualidade no atendimento, a agilidade e a fidelidade dos clientes, que já lhe eram características. Em menos de uma década, o nome Greca se consolidou no setor e virou sinônimo de eficiência em transporte de asfalto, o que, com muito trabalho de seus fundadores e colaboradores, permitiu-lhe crescer cada vez mais.
Rumo à Araucária
Ainda na década de 70, fatos importantes marcaram o desenvolvimento de Curitiba e sua Região Metropolitana, entre eles a formação, em 1973, da Cidade Industrial de Curitiba, que visou a descentralização industrial do Governo Federal; e a construção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas – REPAR, no Município de Araucária, inaugurada em 1977, na presença do então presidente da República, Ernesto Geisel e que se tornou a principal empresa do setor petroquímico paranaense e a maior indústria do sul do País.
Com a construção da refinaria, a B. Greca comprou, na década de 1980, uma propriedade em Araucária e construiu suas primeiras instalações. A nova mudança foi mais um passo importante na qualidade do serviço prestado pela empresa, pois com a proximidade da Repar, os caminhões passavam menos tempo em trânsito, o que agilizava ainda mais os transportes, conforme o depoimento a seguir do Perussulo: “a finalidade de vir até Araucária foi de economizar distâncias. Nós trabalhávamos em Higienópolis (Curitiba) e a distância até a refinaria era mais ou menos 20km, ou até mais. E era um vai e vem, carregava-se o caminhão, ia até a garagem, voltava e depois ia buscar o asfalto. Era muito demorado o transporte, então, a visão do Amadeu foi ficar perto da refinaria. Naquela época, quando viemos para cá, daqui até a Repar era um instante, não tinha nada, era uma reta vazia até lá. Aqui, neste galpão (atual sede) não tinha divisão nenhuma, bem diferente do que é hoje”.
A alteração contratual da sede para Avenida das Araucárias, 5126, Bairro Ciar, na cidade de Araucária/PR, aconteceu em abril de 1986, período no qual a empresa contava já com aproximadamente trinta caminhões para atender todo o estado do Paraná.
Nesta fase também é importante destacar a parceria que Amadeu manteve com a Chevron do Brasil, empresa americana de distribuição de produtos asfálticos, que contava com a B. Greca como sua principal transportadora. Esse estreito relacionamento manteve-se até a década seguinte, quando em 1995 a Chevron finalizou suas atividades aqui no Brasil, culminando com a concessão que a B. Greca recebe para distribuir asfalto, mas isso é assunto para o próximo capítulo.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº17

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