Demanda crescente de produtos asfálticos

Busca de soluções
Com o aquecimento das atividades econômicas e do maior ritmo nas obras públicas em decorrência do momento político brasileiro, está crescendo a demanda por produtos betuminosos, conforme era previsto. Como conseqüência, também esperada, começam a surgir gargalos que inibem ou retardam a adequada entrega de produtos ao destino final, requerida pelo cliente. Para reduzirmos estes problemas a um patamar aceitável, surge que todas as partes envolvidas no processo redobrem seus esforços na tentativa que viabilizar um resultado adequado através de ações conjuntas.
Para tanto, estamos elencando um conjunto de ações a serem desenvolvidas por cada um dos agentes envolvidos no processo que, em conjunto com outras a serem sugeridas, poderão, se adotadas, possibilitar uma maior agilidade ao sistema. Se com estas sugestões pudermos estender parte de nossas preocupações de forma que todos os envolvidos colaborem e usufruam dos benefícios decorrentes, teremos atingido nossos objetivos.
Medidas a serem implantadas e observadas:
1 – Pelas Refinarias (PetrobrÁs)
– Aumentar a produção;
– Aumentar a capacidade de tancagem;
– Estender horário de carregamento;
– Agilizar a emissão da notas fiscais;
– Implantar regime de cota se houver limitação;
– Carregar aos sábados (adoção ou ampliação de ação);
– Comunicar com agilidade qualquer anomalia no carregamento/produção;
– Comunicar com antecedência as paralisações de refinarias para manutenção e procurar coincidir o período com o final de ano, iniciando-o em 20 de dezembro, época mais favorável a todos os envolvidos no ciclo de demanda destes produtos;
– Readequar vazão dos bicos de carregamento.
2 – Pela Distribuidora (Greca)
– Estender horário de troca de notas;
– Aumentar o número de frotas (ampliação da capacidade de transporte);
– Otimizar a manutenção dos caminhões;
– Aumentar os turno de oficinas e lavagem;
– Contratar motoristas reservas;
– Aumentar para 2 turnos a produção nas fábricas;
– Carregar no sábado nas fábricas;
– Comunicar o cliente com agilidade qualquer anomalia no carregamento/produção/entrega.
3 – Pelo Cliente
– Fazer os pedidos com antecedência de, pelo menos, 2 dias úteis do carregamento;
– Fazer programações semanais, mantendo contatos diários para validar os pedidos;
– Fazer a previsão de tempo de estrada adequado, lembrando que o caminhão roda 600km em 24 horas, na média;
– Avisar imediatamente qualquer alteração no consumo (quebra de usina, previsão de chuva);
– Assegurar tancagem adequada na obra (com capacidade de 2 dias de produção/consumo + o tempo de viagem do caminhão até o canteiro);
– Estender horário de recebimento e descarga dos produtos;
– Manter nas obras acesso para descarga por gravidade. Na impossibilidade de uso da gravidade, instalar bomba de descarga, pois agiliza o processo e evita lastro, que ocorre quando ela é feita pela bomba instalada no caminhão;
– Manter nas obras adequadas instalações e/ou equipamentos para descarga de asfalto dos caminhões.
4 – Por Concessionárias de Rodovias e Órgãos Públicos (federais, estaduais e municipais)
– Planejar a execução de obras rodoviárias de forma que a demanda do produto asfáltico ocorra de forma linear (constante) durante os 12 meses do ano, ao
contrário do que acontece atualmente, com maior consumo concentrado em apenas 6 meses, a partir de maio (nestes meses a demanda chega a atingir o dobro da quantidade). A viabilização dessa sugestão desafogará sensivelmente as operações das refinarias, distribuidoras e construtoras, permitindo a adoção de cronogramas físicos e financeiros mais racionais e convenientes pelos agentes envolvidos no processo.
5 – Por todos (fatores imprevisíveis)
– Trânsito;
– Quedas de sistema;
– Intempéries temporais e regionais;
– Acidentes;
– Problemas com saúde;
– Produção fora de especificação;
– Greves;
– Quebras de caminhões na estrada;
– Atraso na entrega de matérias primas para produção
dos asfaltos e emulsões.

Atenciosamente, diretoria GRECA ASFALTOS.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº13

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