Asfalto Modificado com Polímero: Uma realidade crescente.

A opção pela utilização de asfaltos modificados se faz necessária pela nítida percepção da inadequação dos cimentos asfálticos convencionais em proporcionar misturas asfálticas resistentes ao volume de carga transportada em rodovias de médio e alto tráfego. O desafio do volume de tráfego crescente e até mesmo com excesso de carga por eixo vem ocasionando ruptura prematura dos revestimentos asfálticos tanto por fadiga, quanto
por deformação permanente.
Um ligante modificado difere-se do tradicional que lhe deu origem em relação às suas propriedades físicas e reológicas e à sua composição química. A sua modificação só ocorre efetivamente quando a alteração de propriedades é originada numa reação química entre o ligante asfáltico e o agente modificante. Muitos outros materiais podem ser adicionados ao ligante com um ganho em termos de comportamento. Mas nem todos dão origem a ligantes modificados. Resultam apenas em uma aditivação ou melhoria das suas propriedades, sem modificá-lo quimicamente e melhorar seu esperado desempenho.
A modificação do ligante asfáltico proporciona uma série de ganhos em termos estruturais para a mistura asfáltica, tais como:
– Menor suscetibilidade térmica;
– Maior resistência à deformação permanente;
– Maior resistência ao trincamento por fadiga (evitando a reflexão de trincas);
– Espessura de película maior (revestimentos drenantes);
– Menor envelhecimento por oxidação, etc.
A modificação de asfaltos realizada pela GRECA ASFALTOS se dá através de processo de mistura em tanques especialmente projetados para este objetivo. O qual consiste na adição de polímero e aditivos ao asfalto, obtendo-se assim o Asfalto Modificado por Polímero. A modificação dos ligantes asfálticos tradicionais possibilita a utilização de misturas asfálticas de alto desempenho com a utilização de composições granulométricas tanto contínuas como descontínuas. No caso de misturas descontínuas, estas podem ser densas ou abertas, proporcionando, respectivamente, maior capacidade de suporte a deformações permanentes e ao trincamento por fadiga e a drenabilidade do revestimento. Estas podem ser:
– Camadas Porosas de Atrito;
– Misturas descontínuas especiais; e,
– Misturas tipo SMA (Stone Mastic Asphalt).
A GRECA ASFALTOS participou como fornecedora de diversas obras executadas com asfaltos modificados por polímero SBS nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Como destaque nas obras de recapeamento em São Paulo apontamos as obras das Marginais Tietê e Pinheiros, Rod. Mal. Rondon (SP300) – entre Tietê e Bauru, Rod. Raposo Tavares (SP270) – entre Assis e Presidente Prudente, e a Rod. João Mellão (SP255) – entre Itaí e Itaporanga. Já em Minas Gerais destacamos o fornecimento para as obras de recuperação do Anel Viário de Belo Horizonte.
Nas obras de restauração das marginais em São Paulo, a GRECA foi a fornecedora nos trechos executados pelas empresas Barbosa Mello, Delta Construções e Construcap. Na Rod. Raposo Tavares, pelas obras de responsabilidade da Camter, Barbosa Mello e Empresa Construtora Brasil. No caso da Rod. Marechal Rondon e João Mellão, a GRECA ASFALTOS forneceu para as empresas Barbosa Mello, Sanches Tripoloni e Delta Construções. As obras de restauração, contratadas pelo DER/SP, foram executadas entre outubro de 2005 e março de 2006 e chegaram a consumir no auge dos trabalhos 250t/dia de asfalto modificado por polímero SBS produzido na moderna fábrica da GRECA ASFALTOS, instalada no município de Guarulhos/SP.
Com a massificação do consumo de asfaltos modificados por polímeros, a GRECA ASFALTOS construiu, em 2007, sua mais moderna fábrica para modificação de asfaltos em Betim, a fim de atender a constante demanda por asfaltos modificados no estado mineiro. Entre nossos principais clientes em Minas Gerais, destacamos as empresas Egesa, Camter e Fidens.
A GRECA ASFALTOS, a fim de suprir a crescente necessidade do mercado por asfaltos modificados, construiu fábricas modernas com grande capacidade instalada nas unidades de Esteio/RS, Araucária/PR, Guarulhos/SP, Betim/MG, Cuiabá/MS e Fortaleza/CE.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº11

Contribuição: Eng. Paulo Francisco O. Fonseca.

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