Ecovias dos Imigrantes

Depois que assumiu a administração do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a Ecovias também alterou a forma de intervir no Sistema, agindo de forma preventiva para manter a qualidade do pavimento das rodovias. Em 2006, a concessionária realizou uma série de intervenções, sobretudo no trecho de serra da rodovia. Em maio, após 120 dias em obras, o trecho de serra da estrada foi reaberto ao tráfego com o pavimento completamente restaurado. Os 30km que compõem essa área tiveram sua estrutura recuperada, com a implantação de uma nova sinalização horizontal e da camada de ECOFLEX (Asfalto Borracha), com uma granulometria especial bastante utilizada nas estradas européias e norte-americanas.
O pavimento, que é considerado um dos mais modernos do gênero, passou a ser utilizado há 6 anos no Brasil. A adição de borracha de pneus inutilizados à massa asfáltica torna-a cerca de 40% mais resistente que Asfaltosos ligantes convencionais, bem mais confortável ao usuário, já que provoca menos ruído e com maior aderência, diminuindo as possibilidades de derrapagens e reduzindo o spray causado pelos pneus dos veículos em dias de chuva.
Um ano depois da conclusão das obras, os caminhoneiros começam a sentir os resultados práticos do investimento no pavimento. Dorival Sartorelli viaja há 26 anos pela Via Anchieta e percebe a diferença no asfalto toda vez que utiliza a rodovia. “Esse asfalto novo prende mais o pneu na hora da freada, é bem mais seguro”, conta.
As obras marcam uma nova fase da rodovia, que foi construída na década de 40 em concreto e reconstruída nos anos 70. Para restaurar o trecho, a concessionária retirou, em 2005, todas as placas de concreto danificadas e recuperou a estrutura da rodovia, para, ano passado, recapear o trecho com ECOFLEX. A remoção dessas placas implicou em intervenções profundas nas diversas camadas do pavimento, já que muitas delas ainda eram da década de 40 e não tinham mais qualquer função.
Além dos benefícios para o motorista e para a própria rodovia, o uso desse tipo de asfalto atende à política de preservação ambiental da concessionária, já que parte dos pneus descartados anualmente no país passa a ser reaproveitado – daí a denominação “asfalto ecológico”.
A Ecovias investiu fortemente para recuperar o trecho de serra, que é de vital importância para o SAI. As rodovias que fazem parte são as principais vias de acesso que ligam a capital paulista ao Porto de Santos e à Baixada Santista. Só a Via Anchieta recebe, por dia, mais de 20 mil caminhões que levam toda a produção do país ao porto.
Com a recuperação da Anchieta, a Ecovias também pretende incentivar os motoristas de veículos de passeio a usarem mais a estrada nos finais de semana, quando o volume de caminhões é sensivelmente menor.
Atualmente, a Via Anchieta tem capacidade para cerca de 2.500 veículos por hora. Com as operações de tráfego, o volume do SAI no trecho de serra chega a 10 mil por hora. Vale ressaltar que na Operação Descida (7×3), a pista norte da Via Anchieta, que geralmente é pouco utilizada pelo fato de que a maioria dos usuários opta pela pista descendente da rodovia dos Imigrantes, é destinada somente a carros. Caminhões descem exclusivamente pela pista sul da rodovia.
As rodovias que fazem parte do SAI estão em ótimo estado de conservação. São bem avaliadas, tanto nas pesquisas internas, quanto nas feitas pela Agência Reguladora de Transportes de São Paulo e pela Confederação Nacional dos Transportes.
Recuperação da Malha Viária da Ecovias – Imigrantes
A Concessionária Ecovias dos Imigrantes vem desde o início da concessão, em 1998, executando trechos nas rodovias sob sua administração com diferentes misturas usinadas a quente, a fim de definir qual delas teria o melhor desempenho para a restauração de sua malha. Dentre todos os estudos realizados, a melhor relação de custo x benefício foram as executadas com Asfalto Borracha.
Visando a necessidade da restauração da sua malha viária, em 2006 e 2007, a Ecovias dos Imigrantes em parceria com a GRECA ASFALTOS estão executando, desde julho de 2003, trechos experimentais com a utilização de asfalto modificado por borracha de pneus (ECOFLEX B) na Via Anchieta e Padre Manoel da Nóbrega, utilizando diversas misturas usinadas a quente como: Gap Graded, SMA e CBUQ.
Através do monitoramento e execução de ensaios de performance realizados pelo Laboratório de Pavimentação da USP/SP, definiu-se como solução para a restauração da malha administrada pela Ecovias, a mistura do CALTRANS, tipo Gap Graded descontínua. Ela vem sendo executada com agregados selecionados e técnica refinada para propiciar uma maior aderência pneu-pavimento e a redução da irregularidade e do ruído, para os usuários do Sistema Anchieta – Imigrantes (SAI) trafegarem em uma rodovia mais segura e confortável.
Este tipo de mistura descontínua tende a proporcionar uma grande resistência à deformação permanente, um dos principais fatores de degradação da malha em função do elevado tráfego atuante nas rodovias em direção ao Porto de Santos.
O programa de restauração da Ecovias prevê investimentos de aproximadamente R$165mi na recuperação e adequação funcional do pavimento, compreendendo investimentos nas Rodovias dos Imigrantes (trecho do planalto), Padre Manoel da Nóbrega e Via Anchieta (trecho do planalto, marginal Sul e Norte e descida da Serra), além da interligação Anchieta – Imigrantes.
“Em 2005 iniciou-se o programa de recuperação de pavimento que atingirá 100% das rodovias integrantes do SAI, até o final de 2007. Até lá, 191km de rodovias passarão por completa recuperação. Deste total, 146km receberão o asfalto ecológico – ou Asfalto Borracha, que tem na sua composição pneus velhos triturados. Este asfalto, apesar de 30% mais caro do que o normal, tem maior durabilidade, o que ampliará o período de sua manutenção. Com isto, evita-se o transtorno de obras, principalmente no trecho de serra da Via Anchieta. Além dessa característica, o asfalto ecológico é mais flexível e aderente, e em dias de chuva reduz o chamado spray, aumentando a segurança para o usuário. Para esta aplicação, a Ecovias adquiriu uma usina de asfaltos própria, que irá melhorar a qualidade do produto aplicado em suas estradas, como agilizará todo o processo de manutenção das mesmas” – Eng. Antonio Martins, da Ecovias dos Imigrantes.

Contribuição: Eng. Paulo Francisco O. Fonseca

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº10

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