Asfalto ecológico com borracha. Uma parceria sólida entre a Rodonorte e a GRECA ASFALTOS

Enquanto no mundo inteiro o pneu é considerado um problema ambiental grave, especialmente pela demora para se decompor – pelo menos 600 anos, no Paraná a Rodonorte vem utilizando uma nova tecnologia na pavimentação de rodovias que permite a reciclagem deste produto.
Trata-se do asfalto ecológico que é resultado da mistura de borracha granulada com cimento asfáltico convencional utilizado pela Rodonorte na restauração de aproximadamente 250 quilômetros de rodovias, dos quais 30 quilômetros de 3ª faixas e em torno de 20 quilômetros de micro-revestimento a quente em segmentos descontínuos.
A utilização deste novo produto está permitindo a reciclagem de material poluente através do reaproveitamento de pneus inservíveis. Para cada tonelada de asfalto são adicionados 150 quilos de borracha granulada e triturada, o que representa o reaproveitamento de aproximadamente 1000 pneus inservíveis em cada quilômetro de rodovia recuperada. Se considerados os 250 km de rodovias recuperadas com utilização do novo produto, o número de pneus inservíveis que já foram reaproveitados nestas obras chega a 250 000, tornando o programa de obras com asfalto borracha da Rodonorte o maior da América Latina, em volume e extensão.
Além de reciclar material poluente, proporcionando um fim ecologicamente correto para os pneus usados, essa técnica agrega maior qualidade à malha pavimentada, ampliando as condições de conforto e segurança para os usuários e aumentando a vida útil do pavimento.
O asfalto borracha apresenta um retorno elástico bem maior do que o asfalto convencional, maior resistência a trincas e deformações, maior resistência ao envelhecimento precoce por oxidação do CAP e às intempéries, além de uma maior eficácia na correção de trilhas de roda.
Pioneirismo
No Paraná, a Rodonorte foi pioneira na utilização do asfalto ecológico na recuperação e pavimentação de rodovias. O principal produto é fabricado no Brasil com tecnologia da Greca Asfaltos, em Araucária. De lá, o ligante Asfalto Borracha segue para a usina de asfalto e depois de processado, a massa asfáltica segue para a rodovia onde é aplicada a uma temperatura de 160º C.
Reaproveitamento de pneus
Esta inovação técnica no ramo de asfaltos – com a utilização de pó de borracha – está promovendo o reaproveitamento de um enorme volume de pneus usados que ficam sem destino. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, o Brasil produz cerca de 41,3 milhões de pneus por ano e são descartados 30 milhões de pneus inservíveis por ano.
Cerca de 65% dessa produção é descartada clandestinamente ou incinerada ilegalmente. Entre os riscos da estocagem de pneus em terrenos baldios estão a proliferação do mosquito transmissor da dengue nas águas dentro dos pneus e os incêndios, uma vez que a borracha é resíduo não inerte, sujeito à combustão e possui uma durabilidade de 600 anos.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº8

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *