SMA com Asfalto Modificado com borracha

Atualmente capitais e cidades de médio e grande porte, com população acima de 250.000 habitantes, têm se deparado com um problema crítico e comum que é a manutenção de sua malha viária.
Os pavimentos na maioria dos casos já estão com sua vida útil totalmente extinta e com um nível de degradação muito acentuado.
Recursos tecnológicos com alta performance estão prazerosamente invadindo e alimentando nossos técnicos da área rodoviária com ferramentas funcionais e efetivas para a solução destes problemas tanto para a malha urbana como para a malha rodoviária.
Dentre estas oportunidades tem se destacado o SMA (Stone Mastic Asphalt) que é um conceito já consagrado mundialmente, e que hoje podemos considerar a coqueluche das técnicas onde se busca alto desempenho e estabilidade na estrutura pétrea.
A partir do momento que passamos a utilizar esta técnica, passa a ser confortável para os projetistas e viável tecnicamente, sendo sua indicação a garantia de uma boa performance num revestimento asfáltico com tráfego pesado.
As grandes cidades de uma maneira geral apresentam corredores internos de ligação rodoviária (Ex. Marginal Tietê-SP) com tráfego pesado e concentrado, além de corredores de alta concentração e confinamento formado principalmente pela sua frota de transportes coletivos urbanos.
O crescimento das cidades provoca um crescimento exponencial no número de eixo neste tipo de pavimento que com certeza foi projetado há muitos anos sem esta previsão.
O resultado é claro e caótico, a insatisfação dos usuários pelo conforto e o custo da manutenção corretiva além de impossível, é muito cara.
Diante desta situação fomos convocados para um fórum onde foram convidadas pessoas com conhecimentos específicos como:
• Consultores projetistas;
• Empreiteira responsável pelo serviço;
• Fornecedores de matéria-prima (asfalto,
fibras, agregados);
• Fornecedores de serviço;
• Universidades, etc.
Para a indicação de um revestimento apropriado num segmento exposto a uma grande e severa exposição e culminou com a indicação do SMA com asfalto borracha e fibras como a melhor alternativa para o segmento estudado.
Os pontos considerados como requisitos essenciais e prioritários a serem observados foram:
• Traçado geométrico agressivo com curvas de
raio muito pequeno e alta velocidade;
• Alta concentração de tráfego com ênfase
em ônibus urbanos;
• Esforços tangenciais;
• Corredor confinado;
• Excesso de ruído;
• Custo/benefício.
A GRECA ASFALTOS foi contatada pela empresa responsável pela execução do projeto e consultada sobre os materiais (ligantes asfálticos) disponíveis no mercado que tivessem um desempenho compatível com as solicitações a que seriam expostas.
Foi conclusivo, após a primeira reunião, que o requisito mínimo para o tipo de exposição seria trabalhar com asfalto modificado, pois o asfalto convencional certamente não atenderia às solicitações expostas (esforços tangenciais) provocadas pela geometria do traçado, tendo como agravante o confinamento provocando a trilha de roda (deformação permanente).
Diante dos requisitos apresentados tomamos um estudo que estávamos finalizando com o simulador de tráfego tipo LCPC no laboratório da USP, onde estávamos fazendo uma comparação do comportamento no quesito deformação permanente por trilha de roda com CAP 20 Convencional e Ecoflex B (Asfalto modificado com borracha de pneu) e também, os estudos de vida útil e deformação permanente no simulador de tráfego que estamos realizando junto à UFRGS tendo como coordenador e responsável o Profº. Cerrati.
Os resultados apresentados pela USP através do simulador de tráfego nos deram a tranqüilidade de sugerir este tipo de ligante, pois valores de deformação permanente menores que 5% neste tipo de ensaio, atendem às normas francesas para a condição de tráfego pesado, conforme relatório.
Ensaios ainda não concluídos na pista experimental da UFRGS no segmento do Ecoflex já nos garantem uma vida útil no mínimo três vezes maior do que na pista com CAP convencional (para a estrutura de pavimento flexível especificamente testada), destacando-se o item trincamento por fadiga. Para outras estruturas de pavimento, muito provavelmente, o desempenho do revestimento com asfalto borracha, em termos de fadiga, será superior ao do revestimento com ligante tradicional.
Feita uma segunda reunião, e baseado nos dados apresentados pela GRECA ASFALTOS, nos deparamos com uma proposta por parte da empresa executora dos serviços no sentido de trabalharmos com o asfalto borracha com a graduação SMA (Stone Mastic Asphalt), mais fibra de celulose.
Foi unânime para nós da GRECA ASFALTOS e todos os técnicos envolvidos no projeto que esta composição contemplando Ecoflex, FIBRAS DE CELULOSE mais graduação SMA seria uma opção com o selo do sucesso.
A GRECA ASFALTOS, diante do consenso e da determinação dos envolvidos de que seria adotado o pavimento discutido, iniciou o trabalho de concepção do projeto da mistura em laboratório.
Apos elaboração e conclusão do projeto, foi indicada a usina onde seria processada a mistura, a qual foi analisada e aprovada por apresentar todos os equipamentos exigidos para este tipo de mistura.
A implantação foi feita com sucesso, livre de qualquer surpresa tanto para o processamento em usina, como na aplicação, surpreendendo a todos que criaram expectativa de dificuldades, resultando para os envolvidos a satisfação do serviço.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº3

Texto: Eng. José Luiz Giovanetti Pinto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *