Perspectivas e Expectativas

As perspectivas para o cenário nacional de 2005 não se encontram suficientemente claras para que se possa emitir uma opinião segura sobre os rumos da economia no transcorrer deste ano. Particularmente, no setor da infra-estrutura rodoviária, a expectativa é por uma maior atenção pelas autoridades governamentais responsáveis, tendo em vista que poucos recursos públicos vêm sendo canalizados para este setor, tido como fundamental para manter a política de crescimento econômico, se é que existe, em níveis mínimos desejáveis.
A verdade é que a deterioração das rodovias atingiu um nível jamais observado em qualquer época de nossa história, desde a invenção do pneu, não sendo mais possível aguardar para investir na recuperação e preservação da malha rodoviária, patrimônio nacional formado com muito sacrifício, tempo e dinheiro. Isto se falar somente do traçado rodoviário em operação, sem mencionar a necessidade premente de implementar novos projetos que unam, por estradas, outros pontos de produção de bens com os de distribuição e de exportação, que se encontram desatendidos.
Não há como suportar mais adiamentos. Os governantes brasileiros têm de mostrar a que vieram, pois sua única preocupação demonstrada até o momento foi com aspectos sociais da população, através da instituição dos mais diversos programas, muitos dos quais de cunho paternalista, de objetivos nitidamente eleitoreiros.
Não se defende aqui o esquecimento às legítimas carências sociais da população brasileira, que existem e merecem atendimento, mas sim a lembrança que o país não pode se descuidar da manutenção e aperfeiçoamento de sua infra-estrutura de transportes. O seu incremento possibilitará, a par de uma malha rodoviária mais condizente com as necessidades, a geração de milhares de novos empregos e de tributos, geradores de efeito multiplicador na economia. Caso isto não ocorra, estará sendo legado para as futuras gerações de brasileiros um cenário de estagnação bem distante do bem-estar propiciado aos seus cidadãos pelas outras nações que já se aperceberam do problema e que dispararam à nossa frente.
Este seria um preço muito elevado a ser pago. É menos oneroso e mais eficaz que nossas autoridades se conscientizem desta realidade e norteiem suas decisões com bom senso e seriedade na busca de uma infra-estrutura moderna, mais condizente com o Século XXI, prometido como sendo o século do Brasil.

 

Amadeu Greca,  Presidente da GRECA Distribuidora de Asfaltos
Amadeu Greca,
Presidente da GRECA Asfaltos

 

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