Novos estudos sobre o DOPE´s

Esta seção que a Greca Asfaltos preparou para você irá mantê-lo atualizado sobre tudo o que há de novidade e lançamento no setor asfáltico. A cada número uma informação nova para você não perder nada do que está acontecendo no mercado de asfalto.

USO DE AGENTES MELHORADORES DE ADESIVIDADE (DOPE’s) E O MEIO AMBIENTE
Estudos suecos mostram que os dope´s geram menos poluição atmosférica que os tratamentos alternativos como cimento e cal.
Agentes Melhoradores de Adesividade, também conhecidos no Brasil como Dope, Cal hidratada e Cimento Portland são usados para prevenir e corrigir problemas de adesividade dos Cimentos Asfálticos de Petróleo (CAP’s) aos materiais pétreos, problema esse danoso para o Cimento Betuminoso Usinado e Quente (CBUQ).
Os Dope´s são agentes de atividade de superfície que são adicionados em pequena quantidade aos asfaltos (CAP’s). O grupo químico de alta polaridade do final da molécula do dope se liga à superfície do agregado e a parte não-polar do hidrocarboneto chamada sufactante se liga ao asfalto, deste modo os dopes agem como uma ponte de ligação entre o agregado e asfalto. Cal hidratada e cimento portland são adicionados aos agregados momentos antes da usinagem e se acredita que podem converter a superfície ácida do agregado em alcalina, e por este efeito formar pontes com os componentes ácidos que estão normalmente presentes nos asfaltos. Recentes estudos estão comparando o impacto ambiental causado pelo uso destes aditivos com atenção especial para o consumo de energia e emissões.
Cálculos comparando consumo de energia e emissões tomando como base de cálculo a construção de 1 km de estrada com 13 metros de largura usando 95 Kg mistura quente por metro quadrado de rodovia. O total de mistura quente usada por quilometro consistiria em 1235 ton. de mistura, 74 ton. de asfalto (6,0% em peso), 17 tons de cal hidratada ou cimento portland (1,5% em peso agregado) ou 0,5 de dope (tipo G-Bond).

Consumo de energia
De acordo com o estudo, o consumo de energia que é de 95%, nas misturas quentes é fornecida por combustíveis líquidos ou gás natural. A construção de uma rodovia sem o uso de qualquer tipo de agente de adesividade (cal, cimento ou dope) é de 1.000.000 MJ de energia. Com a adição de dope ao sistema, ocorre um acréscimo de 1%, já com o uso de cal ou cimento o acréscimo ao consumo de energia é de 10% e 5% respectivamente.

Emissões para a atmosfera
As emissões consideradas são diTradução do artigo – Anti-stripping Treatments and the Environment – Akzo Newsletter – Spring 2004 – Americasóxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogênio (NOx), e dióxido de enxofre (SO2). A grande emissão de (CO2), que está associada ao potencial Aquecimento Global. A produção de mistura quente sem o uso de qualquer tipo de agente de adesividade (cal, cimento ou dope) leva a emissão de 50.000 Kg de dióxido de carbono.
O uso de dope aumenta esta emissão em 1% ao passo que o uso de cal ou cimento aumenta as emissões em 65% e 20% respectivamente.
Fenômeno similar ocorre quando se observa as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), e dióxido de enxofre (SO2), que contribuem para as chuvas ácidas.
O aumento de consumo de energia e as emissões são reduzidos, quando se utiliza dopes uma vez comparados com o uso da cal e cimento. A emissão de CO2 é de fácil compreensão. O CO2 no caso vem da rápida decomposição da cal pela combustão.
Comparando o uso de dopes com a cal hidratada e cimento portland em misturas asfálticas quente, o primeiro tem um baixo impacto no consumo de energia, no aquecimento global e poluição atmosférica.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº1

Texto de Eng. Wander Omeno e Eng. José Antonio Antosczezem Jr.

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